NUDECA realiza Colóquio em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
O dia 18 de maio foi criado em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil. A data foi escolhida com base no desaparecimento de Araceli Cabrera Sanches – 08 anos em 1973, na cidade de Vitória, vítima de violência sexual, que foi assassinada através de um ato de extrema crueldade que chocou a sociedade e chamou a atenção para a necessidade de proteger crianças e adolescentes.
Desde então, a sociedade civil em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade da violência sexual.
Em 18-05-2010 representantes de 20 instituições que compõe a Rede NUDECA, dentre eles, jovens, professores, educadores, diretores de escolas e creches, lideranças comunitárias da Pastoral da Criança, assistentes sociais, psicólogos da área da educação, saúde e assistência social, se reuniram para discutir sobre os desafios para o enfrentamento e combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes da nossa região.
Recebemos a equipe técnica do SECABEX - Serviços de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual do CREAS – Padre Guilherme Decaminada (Santa Cruz), representado pela Assistente Social Elizabete Souza e a Psicóloga Gilmara Nunes que apresentaram informações sobre o fenômeno da violência sexual/abuso (como identificar crianças e adolescentes vítimas desse tipo de violência), orientações quanto aos procedimentos/encaminhamentos quando esses casos chegam as instituições da rede e ainda o aspecto preventivo, ou seja, que ações as instituições podem desenvolver para trabalhar essa temática com crianças/adolescentes e famílias numa perspectiva de prevenção.

