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Minha participação na audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia 30 de agosto, com o tema: Direito a educação sem uso de CASTIGOS CORPORAIS (PL 7672/2010)

Lá em Brasília eu tive oportunidade de conhecer vários lugares importantes, conheci a Câmara dos Deputados, o Senado Federal e a Praça dos Três Poderes, inclusive tirei foto lá. Mas, não pensem que lá só foi diversão, pow trabalhei pra caraça, porque nós (Eu e a Ana Paula), já chegamos no meio da reunião do GG (Grupo Gestor da Rede Não Bata, Eduque), o novo comercial, o folder, e os cartazes da campanha não bata, eduque estão bastantes legais e bonitos e as cores agora estão mais vivas.

O pessoal lá de Brasília me recebeu super bem, o hotel que eu fiquei é de frente para o shopping, eu e a Ana dividimos o quarto com uma integrante do Grupo Gestor e que foi para a Audiência Publica, o nome dela é Eleonora, pow  tipo assim ela é uma figura e super legal.

Conheci também uma moça bastante legal chamada Vera (CEDECA RJ – Centro de Defesa da Criança e Adolescente) que me ajudou com algumas coisas, nós passamos uma parte da noite pesquisando os deputados que iam estar lá na Audiência.
OBS: A maioria dos deputados é velhinho e de bigode…

Na Audiência Publica fiquei bastante nervosa porque uma adolescente no meio de uns 30 a 40 adultos… Haja coragem para se sentir normal, fiquei nervosa, mas valeu a pena porque o que falaram sobre o Projeto de Lei que Proíbe Educar com o uso do CASTIGO CORPORAL, e o  propósito lá foi q ninguém deve aceitar qualquer tipo de violência contra a criança e o adolescente.

By: Dayane Da Silva Santos – 13 anos.

PS: Ah, texto  que eu preparei  para falar na audiência pública, onde representou as crianças e adolescentes.

Bom Dia, para quem não me conhece, meu nome é Dayane Silva, tenho 13 anos e vim representar as crianças e adolescentes do Brasil.
O que posso dizer sobre a rede não bata eduque…
A Rede Não Bata Eduque é uma rede que tem como objetivo garantir o direito a educação sem o uso de castigo corporal, ajudar as crianças que sofrem violência física e verbal e orientar os pais com formas diferentes de educar seu filho sem o uso da violência. O nosso trabalho na Fundação Xuxa é que, em 1º lugar as crianças devem saber que elas têm direitos, e que para eles serem cumpridos pelos seus pais, elas devem exercer seus deveres.
Eu estou aqui hoje para representar as crianças/adolescentes que sofrem violência em casa, na escola e no seu próprio bairro. Sei disso tudo porque faço parte de grupo chamado “Participação Infantil”. Mas o que é participação infantil?
Para mim participação infantil, quer dizer as crianças e os adolescentes participarem e questionarem os adultos se eles tiverem errados e apoiá-los se tiverem certos. Assim seu filho vai ter uma relação maior com você, ele vai se sentir confiante de saber que você está ali para apoiá-la e dar conselhos a ela. Assim a criança vai ter um futuro melhor e quando ele (a) estiver lá brilhando com a carreira que ele quiser seguir, você vai ter orgulho dele, porque o maior orgulho de uma mãe é que seu filho seja alguém na vida.
Aproveitando e assunto queria dizer que nós, crianças e adolescentes, já fomos para vários lugares do Rio de Janeiro levando conosco a “Roda de Diálogo”, que tem o sentido de questionar os adultos sobre o assunto. Porque você vai ver numa situação dessa o adulto fugir de casa? NÃO!
Quem foge nessa situação é o jovem e acaba indo para as ruas e acha o que ele sempre quis: “liberdade” e junto com a liberdade vem as responsabilidades, que por sofrer tanto em casa, não teve tempo de saber o que é uma pessoa responsável , e por conta disso ele pode acabar morrendo. E depois da morte, o sofrimento e a sensação de culpa ao mesmo tempo acabam indo tudo para a família, o sofrimento de perder o filho que pôs no mundo, e a culpa de poder ter causado a morte do seu próprio filho . É triste, mas é a pura realidade.
Queria parabenizar os organizadores do evento por terem compreendido a importância da participação de uma criança, pois o assunto desrespeita a nossa própria vida e não podem faltar alternativas contra a violência. Porque bater não quer dizer que a mãe não sabe educar o filho, quer dizer que ela não acha outra alternativa a não ser agredi-lo. Desse jeito a reprodução da violência vira uma coisa normal.
Dayane da Silva Santos -13 anos


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